Alergias alimentares e viagens

Rate this post

Sou uma jovem de 28 anos com problemas de alergias alimentares. Me fizeram testes alergológicas e me identifiquei alergia a três parasitas: anisakis, equinococus e anisacaris. O único tratamento que tenho é ir com urgência a um hospital. Eu normalmente gerenciar urbason (normalmente), mas às vezes me têm dado polaramine, além de oxigénio e adrenalina intramuscular.

Minha reação consiste em uma urticária generalizada por todo o corpo, inflamação das vias respiratórias, aumento de pressão arterial e do ritmo cardíaco, além de bonitos e dor abdominal. O caso é que eu vou 15 dias de viagem à Roménia e eu gostaria de saber o que posso fazer para evitar que me de uma reação alérgica lá.

Nenhum médico me dá uma solução para o meu problema. Eu gostaria que me dessem algum consejillo prático ou algum tipo de medicamento preventivo para os dias que permanecer fora do país. Quero destacar que os médicos semeiam me perguntam a mesma coisa: se eu fiz peixe, e desde que me detectaram a alergia não tomo absolutamente qualquer tipo de peixe, sob nenhum conceito. Eu sei que quando o peixe até 20ºc abaixo de zero durante 72 horas o parasita morre, mas nem assim não tomo peixe. Eu gostaria que alguém me ajudasse, já que é um problema que eu arraste há 8 anos e agora que eu tenho que ir para fora do país me supõe uma maior angústia e estou muito mais preocupada. Sem agradecer, de antemão, o seu tempo, recebam um cordial saudação

Resposta:

Esperamos que a resposta que lhe damos ajudá-lo a resolver o seu problema.

Os dados que nos fornece em seu e-mail, parece que você sofre de urticária crónica, que às vezes produz angioedema (basicamente, uma inflamação da pele ou de uma mucosa, de extensão variável e que produz dilatação dos vasos sanguíneos da área afetada). Parece também que lhe têm sido feitos vários testes para determinar a causa, achando que reage com os 3 parasitas que nos comenta.

É característico de sua doença que apareçam urticária ou habones de maneira brusca sobre a pele normal. O desaparecimento destas urticária ocorre geralmente em poucas horas, sem deixar sinal. A emergência contínua de novos brotos pode voltar crônica da urticária (como é o seu caso).

Quando a urticária ocorre com angioedema (inflamação dos vasos sanguíneos é mais profunda do que a urticária única) o paciente costuma queixar-se mais de queimadura que de ardor, sendo desagradável o atrito ou o arranhão das lesões. As urticária costumam levar mais tempo para desaparecer e, geralmente, são mais comuns ao redor dos olhos, boca, genitais, palmas e plantas.

Em uma pequena porcentagem de pacientes pode haver comprometimento de outros órgãos. Assim, quando afeta o sistema respiratório aparece uma insuficiência respiratória aguda, com intensa dificuldade respiratória por obstrução das vias aéreas superiores (inflamação da língua, palato mole, faringe e laringe) e dos brônquios.

Quando afeta o aparelho cardiovascular aparece taquicardia, diminuição da tensão arterial pela dilatação dos vasos sanguíneos. Quando afeta o aparelho digestivo aparece dor abdominal, vómitos e diarreia, secundários à inflamação da mucosa intestinal e o aumento da secreção de ácido clorídrico no estômago.

O choque anafilático é a forma de reação mais grave e aguda. Este quadro pode ser muito grave se não atende rapidamente. É de início muito abrupta e aparecem os sintomas anteriormente descritos de forma muito mais intensa.

Como já deve ter visto, vários dos sintomas comentados coincidem com o seu quadro clínico.

Quanto ao tratamento, deve ir destinado a eliminar os agentes causais, no seu caso, os 3 parasitas. Como já faz, deve evitar o peixe cru ou mal feito (também as conservas e molhos de peixe) por sua sensibilidade ao anisakis.

Também o seu médico deve investigar a possível existência de hidatidosis (um tipo de cistos no fígado ou pulmão, de preferência) por sua sensibilidade ao equinococus. Deve também levar a cabo um tratamento para a ascaridiasis.
Se, depois de evitar o contacto com estes parasitas (que podem ser a causa da urticária) continua com surtos de urticária deverá seguir tratamento para evitar os surtos de lesões ou que estes sejam menos intensos possível.

Os tratamentos mais utilizados são os anti-histamínicos (por exemplo, o Polaramine, que já foi testado), os corticosteróides por via sistêmica (por exemplo, o Urbasón que lhe indicaram, no serviço de urgência) e adrenalina (só é usado em casos muito intensos de angioedema ou no choque anafilático). Por seus possíveis efeitos colaterais, estes medicamentos devem ser prescritos APENAS POR UM MÉDICO.

No seu caso concreto, a nossa recomendação é que antes de viajar para a Romênia, consulte o seu médico para que avalie a possibilidade de prescrever um anti-histamínico durante esses dias. No caso de aparecer um novo surto com dificuldade respiratória ou sensação de nó na garganta, deve dirigir-se de imediato a um hospital para que lhe administrem o tratamento adequado.